Instituto Pensar - Doria testa positivo para Covid-19 e descarta tratamento com cloroquina

Doria testa positivo para Covid-19 e descarta tratamento com cloroquina

por: Nathalia Bignon


O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (12) que testou positivo para a Covid-19. Ele é o 11º governador a testar positivo para o novo coronavírus no país. Doria, que tem 62 anos de idade e faz parte do grupo de risco para a doença, disse que não tem sintomas e se sente bem.

A primeira-dama, Bia Doria, e o secretário municipal da Educação, Bruno Caetano, também foram diagnosticados com coronavírus.

Ainda na quarta, o estado de São Paulo registrou 25.869 óbitos e 655.181 casos confirmados da Covid-19. Em sua conta no Twitter, Doria compartilhou o resultado do exame, que aponta "DETECTADO” pelo método "PCR em tempo real”.


"Hoje, quarta-feira, acabei de receber o meu sexto teste da Covid-19 e este, infelizmente, foi positivo. Eu estou com coronavírus. Absolutamente, assintomático, me sinto bem, vou para a minha casa, vou seguir o protocolo médico, com a orientação do doutor David Uip, infectologista e integrante do comitê de saúde do estado de São Paulo”, disse Doria.


O governador completou dizendo que manterá a relação com todos os setores do governo "pelo Zoom, pelo celular, por videoconferência”, e que seguirá o protocolo da saúde pelos próximos dez dias.

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"Aproveito para pedir a você que está na sua casa, se proteja, siga também os protocolos da saúde. Tudo isso vai passar, a vacina vai chegar, e o Brasil terá um novo momento livre do coronavírus. Até lá, temos que fazer este enfrentamento, seguir o protocolo e obedecer a saúde”, completou.

Como Doria ficará ausente dos eventos presenciais, o vice-governador do estado, Rodrigo Garcia, abriu a entrevista coletiva. Ele reforçou que Doria está com o coronavírus e assintomático.

Foram necessários 100 dias até que a curva epidemiológica de mortes parasse de acelerar no estado, mas o crescimento se estabilizou no patamar mais alto, o chamado platô, sem que houvesse uma queda significativa na sequência.

A média diária de mortes em São Paulo está acima de 200 há mais de 70 dias, e chegou a ficar acima de 250 por várias vezes durante esse período. É como se uma aeronave de grande porte caísse diariamente no estado, matando todas as vítimas a bordo. A estabilidade de mortes em um patamar tão elevado preocupa os especialistas.

Doria e a cloroquina

O governador de São Paulo também afirmou que não está tomando cloroquina no tratamento contra a Covid-19. Ele aproveitou a oportunidade para alfinetar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), defensor do medicamento já cientificamente comprovado como ineficaz para tratar a Covid-19.

"De jeito nenhum. Só tomo aquilo que os médicos recomendaram, não o que o presidente Bolsonaro recomenda. E os médicos não me recomendam cloroquina. Aliás, o Dr. [infectologista] David Uip não me prescreveu nenhum medicamento, apenas o isolamento”, disse o governador.

"Não houve recomendação [da cloroquina] e nem haveria recomendação para isso, embora eu respeite, porque é um medicamento que apenas médicos devem recomendar e com a concordância do paciente. Mas aqui não houve espaço e nem necessidade”, acrescentou.

Vacina via Butantan

No mesmo dia do anúncio de Dória, o Instituto Butantan afirmou que receberá 15 milhões de doses da vacina chinesa, a CoronaVac, até o final deste ano. De acordo com Dimas Covas, diretor do Instituto, o material de imunização contra o novo coronavírus, que causa a doença Covid-19, está sendo produzido na China e será enviado de forma fracionada a partir de outubro.

"Eu tenho enfatizado que a vacina estará disponível aqui no Butantan já em outubro. Em outubro receberemos 5 milhões de doses, em novembro mais 5 milhões de doses e em dezembro, mais 5 milhões de doses. Essas doses já estão sendo produzidas lá na China e, portanto, no final deste ano teremos 15 milhões de doses disponíveis”, disse Dimas Covas em entrevista à GloboNews.

A liberação para uso da vacina na população, entretanto, dependerá do resultado dos testes clínicos e da aprovação da Anvisa. De acordo com Dimas Covas, após aprovação, a vacina será entregue ao Programa Nacional de Imunização, do Ministério da Saúde, responsável pela distribuição e logística para o resto do país.

Com informações do G1 e UOL



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